quarta-feira, 11 de julho de 2018

Um Olhar Sobre a Fotografia Estenopeica


A Fotografia  Estenopeica Revisitada: Desconstrução Da Homologia Tradicional Através Das Dimensões Sócio-Culturais 
Da Tecnologia



MARIA HELENA SABURIDO VILLAR



RESUMO 

   Este estudo propõe investigar e discutir o uso da câmera estenopeica por artistas e fotógrafos contemporâneos e a mediação que se estabelece entre eles e o processo envolvido no ato de fotografar com estes artefatos. Fotografia estenopeica, conhecida também como fotografia pinhole, é a terminologia adotada para definir imagens obtidas com câmeras de orifício - as objetivas das câmeras fotográficas tradicionais são substituídas por um pequeno furo. Partindo da premissa que o resgate do uso desta técnica, pelos artistas contemporâneos, se dá no sentido de questionar os padrões, rompendo com a homologia no processo da fotografia tradicional, entendida como o registro e reprodução “fiel” da realidade. Percebe-se que essas posturas revelam mais claramente a subjetividade e a presença do usuário – artista/fotógrafo - como construtor da representação. Por isso, optou-se por estudar a recente produção de imagens fotográficas estenopeicas, resultado da retomada da técnica por fotógrafos e artistas contemporâneos, porque, além de buscar novas opções expressivas de manifestação estética, esses artistas procuram questionar o meio e as determinações das “novas tecnologias” impostas pela indústria fotográfica. Para compreender essas posturas, foi preciso entender quais as principais características da fotografia estenopeica, e as possibilidades de intervenção criativa do artista, nas diferentes etapas de produção das imagens. A simplicidade da técnica e as múltiplas possibilidades de construção da câmera aproximam o fotógrafo do processo de realização da imagem, transformando as relações de tempo e de espaço representados, e questionando os conceitos da fotografia tradicional. Na medida em que subverte o padrão convencionalmente imposto ao aparato fotográfico, o artista tem condições de utilizar a fotografia estenopeica como forma de expressão alternativa e ferramenta de criação. A opção estética do artista se inicia no momento em que ele constrói sua câmera. Conclui-se que, a partir deste estudo, foi possível confirmar que, por meio da fotografia estenopeica, é possível questionar os padrões e perturbar a prática comum de constituição de imagens fotográficas, desconstruindo o conceito de homologia do processo da fotografia tradicional e, ao mesmo tempo, evidenciando as dimensões sócio-culturais da tecnologia.


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   Um trabalho teórico, em torno da Fotografia Estenopeica e que proponho a sua leitura.



quarta-feira, 18 de abril de 2018

LA FOTOGRAFÍA COMO FUENTE DE SENTIDOS - Hugo José Suárez




Da apresentação

"Este libro tiene por objetivo analizar cómo la fotografía puede convertirse en un insumo fundamental para hacer investigación científica. Como es ampliamente difundido, la sociología pretende, en su formulación clásica, comprender y explicar las relaciones sociales. El enfoque de sociología de la cultura en el cual se inscribe de manear global la reflexión, considera al ser humano como productor de sentidos que quedan plasmados en las manifestaciones culturales. La fotografía es una de estas manifestaciones, por lo que en sus imágenes están reflejadas las estructuras más profundas que pueden guiar nuestra existencia"










segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Une illusion essentielle. La photographie saisie par la théorie

André Gunthert

Uma nova proposta de leitura  vos trago. Um intenso olhar sobre a Teoria da Estética da Fotografia. Se muito centrado em autores por demais conhecidos, não deixa de ser um trajecto cativante. Não teço mais qualquer comentário. Os leitores tirarão as ilações que entenderem e assim liberto-os da minha visão pessoal do tema.
Deixo também o meu reiterado pedido de desculpas quanto a menos publicações aqui propostas, mas a leitura de alguns trabalhos em inglês, língua que não domino, deram-me um trabalho mais intenso.

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"Résumé. Longtemps intuition diffuse, le réalisme indiciel attribué à la photographie prend la forme d’une théorie proprement dite avec les travaux de Susan Sontag, Roland Barthes, Rosalind Krauss (et rétrospectivement Walter Benjamin), entre 1977 et 1990. Celle-ci repose sur le postulat d’une identité de la photographie conférée par sa technique, qui détermine une esthétique de la trace. Au carrefour de l’histoire culturelle, de la sémiotique et des arts visuels, cette approche encourage la reconnaissance de la photographie comme forme culturelle légitime.Faisant apparaître les paradoxes et les confusions de la théorie, cet article déploie deux objections majeures. Le réalisme indiciel isole la photographie des technologies d’enregistrement et méconnaît les caractères de cette catégorie archivale, limitant la démonstration de la spécificité photographique à une tautologie. C’est une argumentation à caractère psychologique qui entretient l’illusion d’un transfert de présence, alors que celui-ci résulte de projections subjectives et d’un contexte de lecture documentaire."