sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Corpo e Fotografia

"Tomando como contexto uma sociedade que cada vez mais produz um ideal de corpo baseado em padrões midiáticos, o corpo apresenta-se como simulacro, ele se molda e é tomado por imagens construídas e estereotipadas de um ideal a ser atingido, um ideal de forma física." in http://corpoefotografia.wordpress.com/, "Na contramão". O corpo na dissecação teórica da imagem e do seu referente. O Corpo para lá da fotografia de um erótico nu. O Corpo ele mesmo aquele invólucro que sustém a funcionalidade do ser.

Anuschka Lemos  Fora de Lugar


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Entre a Narrativa e a Foto-Ilustração

Photographic storytelling

by Hans Durrer


Colocado ao lado de um Fotojornalismo narrativo, nunca sentirei razões que justifiquem a constante presença das portas que se abrem para a entrada de um mero momento ilustrativo em que a Fotografia assume o papel de orientadora do discurso não representativo do facto para passar a ser mera linha de orientação ilustrativa.

"Photographic storytelling by Hans Durrer" é um texto que adiciona mais algumas linhas de análise ao momentos porque perpassa a realidade do Fotojornalismo do presente. 




terça-feira, 14 de dezembro de 2010

LA PHOTOGRAPHIE N’EST PAS L’ART - COLLECTION SYLVIO PERLSTEIN

Um encontro casual com uma exposição de Fotografia realizada no "MUSÉE D’ART MODERNE ET CONTEMPORAIN DE LA VILLE DE STRASBOURG" entre 5 de Fevereiro e 25 de Abril deste ano em torno da Colecção Sylvio Perlstein. Uma visita virtual compensa a falta da viagem em tempo oportuno. Aqui fica mais uma proposta.



Pelos Caminhos da Fotografia Documental


Homens do século XX - August Sander


   Num percurso pelo trabalho de August Sander e o seu "Homens do Século XX" , Paulo José Rossi leva-nos no percurso em que segundo ele  " Homens do século XX é a narração da interpretação de Sander sobre aquele período histórico da Alemanha. Deste ponto de vista, a análise empreendida não interpreta somente a obra, mas também interpreta a interpretação circunstanciada daquele que a concebeu. Não se trata, portanto, de um estudo sobre os fatos narrados, mas sim sobre a forma como Sander os narrou, sua percepção do mundo inscrita na interpretação que ele faz do real circunstanciada por diversos fatos sociais", desta forma a sua dissertação de mestrado torna-se um olhar sobre a obra e o pensamento de Sander e em que a Fotografia Documental é não a narração dos factos mas sim a forma de narrativa assumida e concebida por August Sander.

Pode a tese ser descarregada em ficheiro PDF no endereço:

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-28042010-095602/publico/PAULO_JOSE_ROSSI.pdf


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Fotografia Documental

Ao ser-me solicitada a indicação de "textos" relativos ao género fotográfico denominado de "Documental" senti-me obrigado a partilhar com os interessados alguma informação sobre o que "compartimenta" o conceito de Fotografia Documental.
  É vasto o material publicado se bem que não tão vasto quanto o é o conjunto de fotografias padronizado como tal. Uma viagem pelo mundo editorial relativo à Fotografia e poder-se-há afirmar que a grande maioria das fotografias que se nos apresentam podem ser englobadas dentro dos parâmetros atribuídos à Fotografia Documental.

 Uma fotografia de viagem é por si só razão de documentabilidade pelas informações que podem propiciar relativamente a gentes e lugares. Mas, sendo um tema tão extensamente tratado, aqui ficam alguns endereços para leitura dos mais interessados.







neste endereço pode ser descarregado o texto todo. Está em PDF







quarta-feira, 6 de outubro de 2010

"Fotografia e fotógrafos, antes e depois da Revolução do 25 de Abril"

"Fotografia e fotógrafos, antes e depois da Revolução do 25 de Abril"
M.ª Teresa Siza - in, Revista Camões nº5 - 1999

 Não chega à meia-dúzia de páginas, talvez por isso não lhe reconheça  profundidade. Algumas falhas talvez por puro esquecimento. Mas ajuda a que alguns façam uma aproximação ao estudo e entendimento de um certo pulsar da fotografia portuguesa.
 Editado em PDF pode ser encontrado na Biblioteca Digital do Instituto Camões. Aqui fica o endereço:

http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/biblioteca-digital-camoes/doc_download/1346-q-fotografia-e-fotografos-antes-e-depois-da-revolucao-do-25-de-abril-q.html

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

"Sangam" - Carlos Cardoso - Museu do Oriente


Por razões várias quase perdia a oportunidade de sentir a força de um trabalho de cuidados extremos realizado por Carlos Cardoso em torno do Festival Khumba Mela e que titula “Sangam”.
“Para não se perder ou desorientar no Oriente, Carlos Cardoso voa como um pássaro ou coloca-se à distância da objectiva”, Paulo Varela Gomes, in texto de apresentação, da exposição Sangam de Carlos Cardoso.
E, nesse voo de pássaro Carlos Cardoso torna mais fácil o nosso voo de sonho sobre a realidade de uma Índia tão distante para muitos de nós. Mas, falemos dos trabalhos que Carlos Cardoso nos mostra até 19 de Setembro no Museu do Oriente a Alcântara-Mar.
Para quem não conheça o trabalho desenvolvido até aqui, por Carlos Cardoso, encontrará algumas referências de um ou outro autor conhecido. Pelo contrário, quem persiga a obra já produzida, e em que a Índia preenche uma vasta produção de Carlos Cardoso, não deixará de enquadrar Carlos Cardoso no naipe de autores que olham o Mundo e o trazem até nós quase como em reverência dos espíritos retidos no plano de uma obra fotográfica.
Este trabalho de Carlos Cardoso num classicismo sempre de uma constante modernidade, faz-nos sentir toda a intensidade de um culto, o Khumba Mela (de khumb=pote e mela=festival), este festival é o maior festival Hindú e acontece quatro vezes em cada doze anos. Quatro são as cidades que recebem este festival, Allahabad, Ujjain, Nasik e Haridwar. De doze em doze anos acontece o Maha Kumbha Mela (maha=maior) em Allahabad, em que milhões de devotos hindus se reúnem para se banharem no Sangam, local de encontro dos rios sagrados Ganges, Yamuna e Saraswati para se purificar, naquele que é o maior festival religioso do mundo.
É este fantástico momento ritualista que Carlos Cardoso trás até nós. E que, através de uma representação monocromática ( a Preto e Branco), nos possibilita uma observação cuidada e intensa de momentos únicos, a que cuidados enquadramentos e opções de formatos específicos, dão um maior intensidade dramática. Realço a qualidade dos enquadramentos em especial do formato panorâmico, em que o controlo das linhas de força reflectem uma suavidade de composição que quase ritualizam a própria observação das fotografias apresentadas.
Mas, há sempre um mas, a inexistência de um pequeno texto, dentro do corpo do pequeno catálogo, que agisse como nota explicativa de forma a permitir aos visitantes menos informados, uma melhor percepção dos factos representados.
O trabalho de Carlos Cardoso é um grande trabalho documental realizado com saber de conhecedor e a mestria de um fotógrafo que reflecte no seu trabalho as sensações de um momento a que o Homem adiciona todas as forças espirituais de ritos milenares. Um catálogo com alguma força mais, quer corpórea quer informativa, não desmerecia o entusiasmo da Fundação Oriente. Penso mesmo que o Museu do Oriente sairia valorizado.
António Campos Leal
Lisboa, 14 de Setembro de 2010

terça-feira, 20 de julho de 2010

Tehory - Robert Frank's America 1982

By Jno Cook, Afterimage, March, 1982


Um texto que vos proponho no endereço http://www.americansuburbx.com/2009/01/theory-robert-franks-america.html em que Robert Frank e a sua Fotografia são o motivo para uma interessante reflexão.  Nada mais a afirmar. Leiam.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A Semiótica Como Suporte à Leitura Da Imagem Fotográfica



Saber ler é o começo do longo trajecto da aprendizagem. Iniciada essa viagem o noviço vai crescendo na ânsia de acumular informação e conhecimento. A Fotografia muito mais que um conhecimento tecnológico (hoje a qualidade oferecida por sistemas mecânicos, processadores e ópticas resolvem muitas das interrogações elaboradas pelo neófito) é um constante estimulo a uma escrita que muitos não conseguem descodificar.
Assim, o conhecimento que a Semiótica  propicia, tornará o interessado, mais capaz na descodificação de uma linguagem que fazendo parte do dia-a-dia, não é legível pela grande maioria.

Dois trabalhos de qualidade reconhecida aqui vos deixo.


Semiótica Geral - António Fidalgo


Manual de Semiótica - António Fidalgo/Anabela Gradim


sexta-feira, 25 de junho de 2010

QUINTESSENCE - um blogue

Hoje a referência a um blogue em que estive "preso" durante mais de uma hora. Estimulante percurso me foi propiciado. Uma Fotógrafa e Escritora de que desconhecia o Trabalho. É ela ELLEN RENNARd, um trabalho que acompanharei e aqui divulgo.

http://ellenrennard.blogspot.com/

copyright_ellenrennard_09

domingo, 13 de junho de 2010

La parole des primitifs

Será possível a modernidade sem conhecer o início da Fotografia? Eu não acredito. E por isso aqui fica um trabalho que entendo servir a um melhor entendimento de um momento específico e a que por vezes, muitos dos que dão os primeiros passos na produção de "imagens" de raiz fotográfica não se aproximam.


Publicado em 1997, No3 Novembre 1997 : Frontières de l'image/Le territoire et le document,  em "Études Photographiques" é a proposta que aqui deixo para esta semana

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Fotografia

Durante anos aceitei como “dogma” ser valor assumido de uma fotografia o conter em si mais de mil palavras. Folheada página e mais página de muito boa literatura entendi o desnecessário acrescento de uma qualquer fotografia. Em contra-ponto, principalmente nos anos de adolescência, ficava entusiasmado quando num qualquer livro de uma qualquer aventura, via surgir a gravura como forma de ilustração.
Tornado apreciador de Banda Desenhada apreciei com prazer o discurso do texto ilustrado. Com o tempo não perdi o interesse, mas mudei meus hábitos de leitura.
Fruto de uma ligação que se intensificava, com o passar dos anos, às questões da Fotografia, o ensaio passou a dominar o espaço que dedicava à leitura.
Ensaio, teses de mestrado ou douturamento eram por assim dizer a ocupação de todo um espaço temporal e analítico que fizeram de mim, e a avaliação é minha, um interessado e talvez conhecedor das questões à Fotografia associadas. As modas, o valor, o entusiamo, a qualidade, as estéticas, o lixo, o que gostava e também o que detestava assentou num percurso feito pelo mudar das décadas, pela transição do século e daí de um milénio que viu surgir novas tecnologias nos mais variados campos e a que a Fotografia havia de estar associada.
A Fotografia muda de principio tecnológico. A Fotografia sustenta então a sua produção num meio tecnológico que altera intensamente a prática da mesma. O Digital surge e toma conta da quase totalidade do processo de produção da imagem dita Fotográfica.
Aos meios que até aí tinham servido a essa produção resta-lhes uma reduzida franja de realização originando encerramento e desaparecimento de marcas até aí dominantes no mercado. Durante algum tempo a vorajem dos dias vai assistir a convulsões de mercado que suscitam imensas dúvidas quanto ao futuro da hoje denominada Fotografia Analógica.
Antecedendo esta fase tinha sido meu entendimento que se o Futuro era Digital tal não significaria o funeral de um sistema que atravessara um século e estava ligado a grandes transformações do pensamento e da atitude do século XIX. Uma saída se me afigurava, o produto iria ter custos mais elevados, e as propostas seriam mais reduzidas. Mas a Fotografia que atravessara todo o sec. XX sobreviveria e até acreditava continuaria a dar-nos novas propostas. Assim aconteceu.
Os materiais destinados à produção de fotografia analógica surgem já não todos os dias, mas quase ciclicamente são apresentados novos materiais, uns para consumo de entrada com características muito interessantes para quem se inicia na magia da câmara escura outros de altissima qualidade fazem o seu aparecimento. E, se algumas marcas embelemáticas tiveram o seu desaparecimento, é quase desafiadora a forma como logo a seguir surgem projectos para dar corpo a novas propostas.
Assim, numa coexistência outrora impensável, encontramos grupos dedicados ao trabalho mais clássico, logo ao lado um outro grupo associa o digital à produção de ideias já vistas em outras épocas mas a que o tratamento com um qualquer programa de tratamento digital, vem abrir novos caminhos na sua execução.
O mercado vai gradualmente estabilizar nas propostas que apresenta (não é indiferente ao momento de crise económica que atrevessa) e assim teremos mais tempo para definir as àreas ou a temática que interessará mais a cada autor e permitindo ainda, dimensionar a importância de cada área de produção.
A Fotografia é um mundo para lá da rede e das redes sociais são biliões de imagens em circulação e a selecção será feita por forma a satisfazer interesses vários e que ultrapassam em muito o espaço da movimentação individual. A Fotografia está na sua hora H e o autor vai ter de desbobrir o seu dia D.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A Fotografia e o Acaso - Ronaldo Entler


Muitos e variados textos fazem as delícias do meu pensamento fotográfico. Alguns pelo seu maior interesse ou desafio (opção pessoal é certo) vão aqui sendo destacados. Este é por certo destinado a provocar intensas interrogações.


http://libdigi.unicamp.br/document/?down=vtls000093499

domingo, 14 de fevereiro de 2010

inside _06_msr_08

Desafio sinto ao redigir estas leves linhas sobre o trabalho desenvolvido por Domingos Caldeira, Francisco Feio, Luis Carvalhal, Luisa de Sousa e Miguel Saavedra membros do grupo “equivalentes” a que Luis Carvalhal adicionou a sua visão gráfica.

Tenho pautado a presença neste “blog” por registos de endereços que nos lançam ao encontro de textos teóricos sobre a “Fotografia”, hoje arrisco-me a escrever dessa mesma fotografia. Da fotografia que os autores em causa nos mostram no seu trabalho _06_msr_08 _fotografia.

Obra.

Grande e interessante a obra que serve de base ao trabalho desenvolvido pelo conjunto de fotógrafos que fazem parte do grupo "equivalentes", e que em torno do trabalho de recuperação do museu de S.Roque desenvolveram um auspicioso percurso temporal e imagético.

Trabalho de altíssima qualidade o desenvolvido a que uma leitura pessoal de cada autor não provoca desiquilibrio quanto ao todo e a que a apresentação final, em livro, se enriquece num trabalho gráfico de grande qualidade.

O percurso, que através dos autores nos é proporcionado, além de assumir o controlo temporal dos factos, conduz-nos num trajecto emocional em que a Luz marca o discurso da imagem como que aguardando o esplendor final. De um rigor quase métrico o trabalho é de grande precisão sem se tornar rigido tornando mesmo belo o que a Luz não mostra.

O percurso pelas cerca de 200 páginas de fotografias são de uma coerência sem mácula. Quase acompanhando um divino percurso a que não falta para satisfação dos mais professos, a sensação de um tempo de peste, pela presença de panos como que envolvendo corpos a que não faltará a redenção da Luz.

Espaços vazios, aqui e ali planos marcados pela suave presença delimitadora de uma Luz afirmando a redenção futura. O Sacro envolto em panejamento protector. O vislumbre da rotura para prenúncio de uma gloriosa ressurreição. Portas entre-abertas, recantos de memórias e a Luz percorrendo contornos anunciadores de mudança.

Uma constante representação de um momento específico que antevê na sua existência morte anunciada para benefício de ressurreição prometida.

Pedaços de Luz quase sem limites para lá de um diluir quase respirado. Ou serão sussurros de corpos atacados pela peste de que quase se sente o odor bafiento pulsando calores húmidos e sempre esperando o brilho de dourados que por fim explode das mãos restauradoras de cores e Luz. Aí, qual sacrilégio, o humano ganha o direito de favorecer a representação do Dívino, intensificando a força incandescente da Luz que no dourado ganha novo fulgor, antecedendo o percurso, finalmente despontando, em linhas que marcam trajectos protectores de habitantes silenciosos.

Silenciosos, que não mudos.

Pois se repovoado foi o espaço a que a peste deu origem e a Luz saiu vencedora sobre os desígnios de uma morte a que o trabalho dos homens deu nova vida.

O discurso de um interior em mudança, tornado presente em continuação de passado, para futuro de um presente registado através da Luz essa sim que transforma através da Fotografía o passado em futuro feito presente.

Refiro ainda o equilíbrio entre os autores, que poderiam através de linguagem pessoal anterior, desiquilibrar o discurso do presente trabalho. Percorrer as diversas páginas em que um muito agradável conjunto de trabalhos foi deliciosamente observado em sintonia perfeita (a grande aproximação ao meu tema de eleição - o interior e a sua relação com a Luz) tornou ainda mais enfática a apreciação do material proposto pelos autores e estimulando um olhar que percorreu deliciado o conjunto de fotografias proposto no interior do museu de S.Roque e que nobremente acompanham o riquíssimo património aí exposto.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Apenas - Um sitio fantástico

© Keith Johnson. Untitled, 2000. 15 x 15 inches. Chromogenic color print. Keith Johnson acts as a visual anthropologist who examines the bizarre and comical banalities of roadside attractions through color, form, and ironic happenstance.

Deixo-vos com o "link" e sem nenhum comentário. A avaliação será vossa.